segunda-feira, 31 de maio de 2010


Sinto que meu vício por Crystal Castles está fora de controle.

sábado, 29 de maio de 2010

The Limit To Your Love

"I love I love I love
The trouble that you give me
I know I know I know
That only I can save me
I'll go I'll go I'll go
Right down the road"

Feist

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Normal

Eu tinha todos. E eles estavam bem ali, estratégicamente posicionados para, a qualquer simples e não intencional movimentação minha, me "atacarem". 1 metro e 58 cm de altura não são páreos para um bando de moleques cheios de segundas, terceiras... intenções e muita testosterona logo cedo. Eu, praticamente, havia acabado de acordar e me perguntava se seria possível eles simplesmente não perceberem minha total falta de interesse. Exceto por um. Aquele filho-da-mãe, que, sim, entendia todas as minhas mensagens - olhares, sorrisos "tímidos", tentativas modestas de contato físico - mas quis se fazer de desentendido, e era apenas amigável na hora de me devolvê-las. Pensei, mas que porra! Eu poderia mirar em qualquer um aqui, agora e pronto. Mas quero você, com todos os ônus e bônus - muito mais ônus, tenho que admitir - com toda a simpatia que você não tem, com todo o desprezo que você oferece. Eu quero.
A conversa, cheia de idiotices infantis dos meninos, eram apenas ecos, já que eu me dediquei à ocupação de observar atentamente meu Mr. BitterSweet. De braços cruzados, rindo algumas pouquíssimas vezes, ele preferia observar, sem empolgação, as pessoas que passavam ali em volta. Me intrigava esse infeliz. O sinal tocou, então fomos fazer o que deveríamos estar fazendo: estudar. O engraçado é que eu já me sentia tão exausta, mas me lembrei que a porra do dia tinha apenas começado e ainda me restavam mais umas 4 horas de pura irritação, desapontamento e vontade, muita vontade.

Trocas de aula, encontro de olhares, tendo vergonha dos encontros de olhares, intervalo, algumas tentativas de aproximação - frustradas -, me ocupavam, o ocupavam... Deixa essa merda pra lá, decidi.

Eu não sabia se eu queria ir embora logo - não, eu tinha certeza de que eu queira ir embora - mas como dispensar a possibilidade de ficar horas contemplando aquela complicação em pessoa? E como eu queria complicar minha vida com essa maldita pessoa, pra me fazer arrancar os cabelos, me queimar de ciúmes, chorar de raiva e, apesar disso, ainda insistir em ser uma pequenininha "ingênua" presa naqueles braços, nos olhos pequenos e que não diziam nada... aiai.
Acordei com o sinal. 12h 20min. Finalmente, hora de sair daquele lugar que me fazia sentir um turbilhão de coisas ao mesmo tempo. Era o fim da minha tortura diária. Claro, ainda um pouco irritada, me pus no meu caminho back home, quando fui surpreendida por uma voz grossa, firme, mas calma, dizendo "eu vou com você".
Ah, era o meu Mr. BitterSweet, estampando no rosto todas as intenções que eu tanto quis, há tanto tempo, mas, principalmente, nessa manhã. Eu sorri, e pensei "é mesmo um filho-da-mãe".

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Às vezes, tenho vontade de ir embora. Mas ir embora pra um lugar só meu. Não, não uma casa só minha, não um canto da cidade, que considero, só meu… Ir embora, mesmo! É uma vontade de desligar a vida, por um tempo, e ver se consigo pensar em cada coisinha que eu deveria, sem antes surtar. Acho muito difícil considerar a vida um acontecimento lindo, sendo que tantas coisas estão fora do lugar, assim como a cabeça das pessoas. Você é obrigado a se encaixar em um caos coletivo, como se já não fosse suficiente o seu próprio. A gente se cansa, sem o mínimo de esforço. Eu quero minha bolha, quero entrar nela e ir pra Plutão - ou qualquer outro lugar longe daqui.

um desabafo.

Sabe, acho um lixo pedir desculpa, assim como é um lixo alguém vir me pedir desculpa. As pessoas nunca se arrependem de verdade, elas só detestam ter que encarar o fato de terem perdido a atenção de alguém. Pra desculpa ser sincera, a pessoa deveria estar mal por ter sentido aquilo que a fez ter uma reação ruim, mas nunca vi isso acontecer. São desculpas por ter gritado com você, desculpas por ter te xingado, desculpas por qualquer coisa, menos desculpas por ter sentido o que sentiu. PORRA, se não se arrependeu do que realmente conta, pra que pedir desculpa? PORRA! Levar, e dar, patada, é tão normal… A gente supera, quase não liga. Mas é vergonhoso ver alguém se desculpar, sendo que, em determinado momento, foi exatamente o que ela quis fazer/falar. E então, sem arrependimentos reais, sem dúvidas, vão fazer de novo. Atitude de lixo que me repulsa.

I’m wasting my days, as i’ve wasted my nights, and i’ve wasted my youth;

you’re waiting for something you’ve waited in vain, because there’s nothing for you.

(…)

Crystal Castles - Suffocation

E essa sensação de que meu mundo está acabando? Toda vez que penso nos 18 que logo vão chegar, me bate uma coisa… estranha. Cacete, são 18, não 81! Deixe vir. Não sei se é a ideia de ficar mais velha que me deixa um pouco aflita, mas sim ver que nada de significante foi feito nesses anos de vida. É como se um dia eu tivesse ligado minhas ações e reações no automático e, quando fui me dar conta, o botão estava afundado no controle. Por mais que eu fizesse um esforço sobre humano, aquela porra de botão não sairia dali. Aliás, até hoje não saiu. E parece que estou tentando consertá-lo com mais vontade do que nunca. Mesmo essa repetições de atos que me vêem acontecendo, há muito tempo, não foram suficientes pra me livrarem de vontades novas. Estou curiosa sobre mim, sobre as outras pessoas, sobre o mundo! Mas preciso me desligar do automático. Coragem agora não me falta. Cresci, mudei… eu acho. Que seja. Mas essa porra de botão…