sexta-feira, 23 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
É engraçado o fato da ausência ser tão presente. Agora, diferente de antes, acabaram-se as desculpas para justifica-la. Impossível fingir que isso não me atinge! Foi como se eu tivesse levado um soco do Tito Ortiz. Eu sei que uma hora verei que isso foi bom, que assim foi melhor... Mas até essa hora chegar, eu vou ficar aqui, perplexa com o que a esperança e a ingenuidade juntas podem resultar.
And there's no one else to blame, but me.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
SHIT
Levei um tombo uma vez, e achei que tivesse aprendido. O roxo do meu joelho deixava pulsante a dor do descuido. Então, um dia, o roxo sumiu, a dor passou e sobrava apenas uma vaga lembrança dos passos em falso que dei. Mas como se eu tivesse me matriculado na escola "keep doing stupid things", tombei de novo. Movimentos cautelosamente repetidos para que nada saísse diferente, e eu caísse no exato lugar de antes. Sinceramente? Agora que o roxo já sumiu, de novo, a dor passou, de novo, e que me sobra apenas a vaga lembrança dos passos em falso que dei... Estou indo bem na escola, não quero ser reprovada.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
O FUNDO DO POÇO
Eu não deveria ver problema onde não tem. Ou, se é mesmo um problema o que eu vejo, não deveria me importar, porque ele não é meu. Ou é? Hm, eu acho que sim. No mínimo, ele me afeta pelo menos um pouco. Ok, eu sei, é normal que as pessoas mudem com o tempo, mas algumas fazem isso de uma forma tão brutal e sem aviso... Quanta maldade conosco! Nós, pobres egoístas, que necessitamos daquela pessoa-certeza, a qual sempre estava ali, sempre feliz, falante e te dando a confiança que você precisava pra andar por esse mundo de gente estranha com pensamentos cheios de maldades que te acertariam em cheio se não fosse a pessoa-certeza-escudo protetor. E AGORA? Faço o quê? Não quero outra, não quero mudar... isso dá muito trabalho! Assumo que perdi? Que eu estou perdida é fato, mas seria essa a minha deixa pra ser uma pessoa mais solitária e mais fria? Se é que isso é possível. Tenho que me decidir. Isso é um problema maior que o motivo inicial dessa merda de texto.
sábado, 29 de maio de 2010
The Limit To Your Love
"I love I love I love
The trouble that you give me
I know I know I know
That only I can save me
I'll go I'll go I'll go
Right down the road"
The trouble that you give me
I know I know I know
That only I can save me
I'll go I'll go I'll go
Right down the road"
Feist
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Normal
Eu tinha todos. E eles estavam bem ali, estratégicamente posicionados para, a qualquer simples e não intencional movimentação minha, me "atacarem". 1 metro e 58 cm de altura não são páreos para um bando de moleques cheios de segundas, terceiras... intenções e muita testosterona logo cedo. Eu, praticamente, havia acabado de acordar e me perguntava se seria possível eles simplesmente não perceberem minha total falta de interesse. Exceto por um. Aquele filho-da-mãe, que, sim, entendia todas as minhas mensagens - olhares, sorrisos "tímidos", tentativas modestas de contato físico - mas quis se fazer de desentendido, e era apenas amigável na hora de me devolvê-las. Pensei, mas que porra! Eu poderia mirar em qualquer um aqui, agora e pronto. Mas quero você, com todos os ônus e bônus - muito mais ônus, tenho que admitir - com toda a simpatia que você não tem, com todo o desprezo que você oferece. Eu quero.
A conversa, cheia de idiotices infantis dos meninos, eram apenas ecos, já que eu me dediquei à ocupação de observar atentamente meu Mr. BitterSweet. De braços cruzados, rindo algumas pouquíssimas vezes, ele preferia observar, sem empolgação, as pessoas que passavam ali em volta. Me intrigava esse infeliz. O sinal tocou, então fomos fazer o que deveríamos estar fazendo: estudar. O engraçado é que eu já me sentia tão exausta, mas me lembrei que a porra do dia tinha apenas começado e ainda me restavam mais umas 4 horas de pura irritação, desapontamento e vontade, muita vontade.
Trocas de aula, encontro de olhares, tendo vergonha dos encontros de olhares, intervalo, algumas tentativas de aproximação - frustradas -, me ocupavam, o ocupavam... Deixa essa merda pra lá, decidi.
Eu não sabia se eu queria ir embora logo - não, eu tinha certeza de que eu queira ir embora - mas como dispensar a possibilidade de ficar horas contemplando aquela complicação em pessoa? E como eu queria complicar minha vida com essa maldita pessoa, pra me fazer arrancar os cabelos, me queimar de ciúmes, chorar de raiva e, apesar disso, ainda insistir em ser uma pequenininha "ingênua" presa naqueles braços, nos olhos pequenos e que não diziam nada... aiai.
Acordei com o sinal. 12h 20min. Finalmente, hora de sair daquele lugar que me fazia sentir um turbilhão de coisas ao mesmo tempo. Era o fim da minha tortura diária. Claro, ainda um pouco irritada, me pus no meu caminho back home, quando fui surpreendida por uma voz grossa, firme, mas calma, dizendo "eu vou com você".
Ah, era o meu Mr. BitterSweet, estampando no rosto todas as intenções que eu tanto quis, há tanto tempo, mas, principalmente, nessa manhã. Eu sorri, e pensei "é mesmo um filho-da-mãe".
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Às vezes, tenho vontade de ir embora. Mas ir embora pra um lugar só meu. Não, não uma casa só minha, não um canto da cidade, que considero, só meu… Ir embora, mesmo! É uma vontade de desligar a vida, por um tempo, e ver se consigo pensar em cada coisinha que eu deveria, sem antes surtar. Acho muito difícil considerar a vida um acontecimento lindo, sendo que tantas coisas estão fora do lugar, assim como a cabeça das pessoas. Você é obrigado a se encaixar em um caos coletivo, como se já não fosse suficiente o seu próprio. A gente se cansa, sem o mínimo de esforço. Eu quero minha bolha, quero entrar nela e ir pra Plutão - ou qualquer outro lugar longe daqui.
um desabafo.
Sabe, acho um lixo pedir desculpa, assim como é um lixo alguém vir me pedir desculpa. As pessoas nunca se arrependem de verdade, elas só detestam ter que encarar o fato de terem perdido a atenção de alguém. Pra desculpa ser sincera, a pessoa deveria estar mal por ter sentido aquilo que a fez ter uma reação ruim, mas nunca vi isso acontecer. São desculpas por ter gritado com você, desculpas por ter te xingado, desculpas por qualquer coisa, menos desculpas por ter sentido o que sentiu. PORRA, se não se arrependeu do que realmente conta, pra que pedir desculpa? PORRA! Levar, e dar, patada, é tão normal… A gente supera, quase não liga. Mas é vergonhoso ver alguém se desculpar, sendo que, em determinado momento, foi exatamente o que ela quis fazer/falar. E então, sem arrependimentos reais, sem dúvidas, vão fazer de novo. Atitude de lixo que me repulsa.
E essa sensação de que meu mundo está acabando? Toda vez que penso nos 18 que logo vão chegar, me bate uma coisa… estranha. Cacete, são 18, não 81! Deixe vir. Não sei se é a ideia de ficar mais velha que me deixa um pouco aflita, mas sim ver que nada de significante foi feito nesses anos de vida. É como se um dia eu tivesse ligado minhas ações e reações no automático e, quando fui me dar conta, o botão estava afundado no controle. Por mais que eu fizesse um esforço sobre humano, aquela porra de botão não sairia dali. Aliás, até hoje não saiu. E parece que estou tentando consertá-lo com mais vontade do que nunca. Mesmo essa repetições de atos que me vêem acontecendo, há muito tempo, não foram suficientes pra me livrarem de vontades novas. Estou curiosa sobre mim, sobre as outras pessoas, sobre o mundo! Mas preciso me desligar do automático. Coragem agora não me falta. Cresci, mudei… eu acho. Que seja. Mas essa porra de botão…
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