terça-feira, 8 de junho de 2010
O FUNDO DO POÇO
Eu não deveria ver problema onde não tem. Ou, se é mesmo um problema o que eu vejo, não deveria me importar, porque ele não é meu. Ou é? Hm, eu acho que sim. No mínimo, ele me afeta pelo menos um pouco. Ok, eu sei, é normal que as pessoas mudem com o tempo, mas algumas fazem isso de uma forma tão brutal e sem aviso... Quanta maldade conosco! Nós, pobres egoístas, que necessitamos daquela pessoa-certeza, a qual sempre estava ali, sempre feliz, falante e te dando a confiança que você precisava pra andar por esse mundo de gente estranha com pensamentos cheios de maldades que te acertariam em cheio se não fosse a pessoa-certeza-escudo protetor. E AGORA? Faço o quê? Não quero outra, não quero mudar... isso dá muito trabalho! Assumo que perdi? Que eu estou perdida é fato, mas seria essa a minha deixa pra ser uma pessoa mais solitária e mais fria? Se é que isso é possível. Tenho que me decidir. Isso é um problema maior que o motivo inicial dessa merda de texto.
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